Tiago Cruz tenta superar uma das mais prolongadas secas de resultados da sua carreira e saltou hoje (Sábado) para o comando do The Tour Championship do Portugal Pro Golf Tour (PPGT), o torneio internacional de 25 mil euros em prémios que amanhã termina no Troia Golf.
 
O antigo bicampeão nacional foi um dos cinco jogadores que assinaram hoje 68 pancadas, 4 abaixo do Par, o melhor resultado da segunda volta do torneio sancionado pela PGA de Portugal, Federação Portuguesa de Golfe e pelo britânico Jamega Pro Golf Tour.
 
Os outros jogadores com uma segunda volta de 68 (-4) foram os ingleses George Bloor, Miles Collins e Marco Penge, bem como o galês Toby Hunt, o vencedor do Pro-Am do passado dia 14.
 
Tiago Cruz foi, contudo, o único a aproveitar esse resultado para ascender ao topo da classificação com um agregado de 138 pancadas, 6 abaixo do Par, pois na primeira volta tinha apresentado 70 (-2).
 
Uma liderança partilhada com os ingleses Matt Ford (69+69) e Dale Whitnell (67+71), dois rivais de peso. Ford joga no Challenge Tour, a segunda divisão europeia, e só veio a Portugal jogar em três torneios para preparar o início da época. Whitnell venceu recentemente dois torneios do Portugal Pro Golf Tour: o 5.º Palmares Classic em fevereiro e o 2.º Amendoeira O Connor Classic em março, exatamente a etapa do circuito que antecedeu esta final em Troia.
 
Tiago Cruz habituou-nos ao longo dos anos a vencer torneios no antigo Swing Ibérico do Jamega Pro Golf Tour, depois no Algarve Winter Tour e no Algarve Pro Golf Tour. Mesmo quando nasceu este Portugal Pro Golf Tour o jogador do BiG continuou a cotar-se entre os melhores, mas o seu último título já data de janeiro de 2018, o 3.º Palmares Classic.
 
Nesta temporada de 2018 / 2019 do Portugal Pro Golf Tour, iniciada em novembro, o melhor que Tiago Cruz fez foram dois 6.º lugares e uma 10.ª posição. Mas as exibições têm melhorado nas últimas semanas: foi 16.º no 1.º Amendoeira Faldo Classic e 6.º no 2.º Amendoeira O’Connor Classic.
 
Amanhã parte na coliderança para tentar conquistar o seu primeiro título do ano e logo um que oferece um prémio de 5 mil euros e cinco convites para o Challenge Tour em 2019, circuito em que o português de quase 37 anos tem a presença garantida em alguns torneios, mas não em todos.
 
«Desde o início do ano que eu e o meu treinador (Luís Barroso) temos estado a mexer em algumas fases do meu backswing e isso tem-me dificultado bastante o shot. É difícil controlar a bola, às vezes tenho receio, não acredito no que tenho de fazer e sai um mau shot. Ultimamente a bola já tem saído mais de acordo com o que temos vindo a trabalhar e os resultados têm vindo a aparecer», disse Tiago Cruz ao Gabinete de Imprensa da PGA de Portugal.
 
Outra questão a levar em conta é a sua adaptação aos novos ferros que utiliza desde dezembro: «Jogava com outra marca e este ano estou com a Wilson Staff. Os tacos também são bastante diferentes, porque a cabeça do taco da Wilson é um pouco mais fina e pequena, e levei algum tempo a habituar-me».
 
Aos poucos esses obstáculos têm sido superados e será um dos favoritos amanhã. «Este circuito está recheado de bons jogadores. É importante para os portugueses evoluírem e compararmos o nosso jogo com o deles, e é bom estar na frente. Vou lutar amanhã», acrescentou o profissional do Club de Golf do Estoril, que hoje brilhou com 1 eagle no buraco 18 (o seu nono), aproveitando a saída (tee) mais avançada (quase nas saídas amarelas).
 
Amanhã prevê-se menos calor e mais vento, tornando o campo de Troia num desafio muito maior. Aliás, hoje, a meio da volta, já surgiu uma brisa que criou mais dificuldades e essa foi uma das razões que levou a que os resultados não fossem tão bons.
 
«Implicou uma diferença de um ferro, mas já se sentiu influência», explicou Tomás Silva, que liderava ontem o The Tour Championship com um recorde do campo de 66 (-6), mas que tombou entretanto para o 5.º lugar, com 140 (-4), a 2 dos líderes.
 
O campeão nacional teve uma segunda volta de 74 (+2), fruto de uma série negra de 5 bogeys entre os buracos 8 e 15, e está empatado no 5.º posto com o perigoso holandês Lars Van Meijel (68+72), vencedor de dois torneios este ano, e ainda com o inglês George Bloor (72+68).
 
«Como disse ontem, este campo pode ser brutal do tee se estivermos erráticos e foi o que me aconteceu hoje. Não tive um bom momento desde o buraco 8 ao 15, senti dificuldade em colocar a bola em jogo, mas depois consegui acabar com 1 birdie no 18 para manter-me na luta. Comecei bem, estava confiante num bom resultado (fez birdies no 3 e no 6 para chegar às 8 pancadas abaixo do Par), depois compliquei, mas amanhã acredito que posso ter um dia positivo», analisou Tomás Silva, também do Club de Golf do Estoril e do Team Portugal.
 
Entretanto, o inglês Richard Mansell (66+76), que partilhava a liderança ontem com Tomás Silva, tropeçou para o 10.º lugar (-2), empatado com o português Tomás Bessa (71+71). Entre os 54 jogadores, 15 jogadores estão agora abaixo do Par do campo (eram 13 ontem).
 
 
GABINETE DE IMPRENSA DA PGA DE PORTUGAL